
(Malu Monte)
Estava eu pensando cá com os meus botões... Quando me dei conta dos anos que vivi, das pessoas que conheci, daqueles rostos pelos quais me encantei, daqueles para os quais olhei e nem notei...
Percebi que a vida vai passando e não só o tempo foi levando com ele o frescor da juventude em alguns daqueles rostos, como também, levou algo que considero como de um valor inestimável: "O amor ao próximo".
Muito culpa-se a nova geração por não possuir certos valores éticos e morais de outrora, mas vejamos: Quem os passaria pra essa juventude senão aqueles mesmos "velhos rostos" aos quais me referi? Aqueles que ontem vivenciaram esses valores hoje tão escassos!...
Lembro-me que quando criança minha mãe dizia: -Isto não é conversa pra criança! - e eu achava um "saco" não poder participar da conversa sem me dar conta de que talvez esse fosse o ponto em que era imposto o limite que falta hoje.
Também me recordo de que a mim foram ensinados valores, como por exemplo: "Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem a você"- Este talvez seja um dos mais brilhantes ensinamentos que deveria ser passado, sempre, de pais para filhos;
O cumprimento diário - Será que os mais jovens sabem o que seja isso?
Tempos atrás dizíamos: - Bom Dia! Boa Tarde! Boa Noite! Olá! Tudo bom? Como vai? Entrava-se num elevador e fazia-se essa prática e todos respondiam. Hoje, ao contrário, eu me deparo com situações constrangedoras ao ver pessoas que ainda carregam esses tais valores de criação se chocarem com a frieza pela falta da resposta.
Usamos a internet para tantas coisas interessantes mas acabamos por esquecer de coisas tão simples, que podem soar, aos nossos ouvidos, como uma linda melodia. Eu iria mais longe em vê-lo como um gesto de amor de ser humano pra ser humano!
Vivenciei há bem pouco tempo uma situação do gênero; Ao fazer aniversário, percebi que mesmo as datas de anivesários estando estampadas em forma de lembretes em nossos perfis do Orkut, alguns amigos pessoais que costumam acessar diariamente o site, nem se tocaram em dizer-me um simples: PARABÉNS!
Disso tudo eu retirei uma grande lição: Valorizar muito os meus amigos sem, contudo, separá-los por categorias: virtuais ou pessoais. Acho tal prática injusta pois considero amigo verdadeiro aquele que busca através de um simples gesto demonstrar o quanto somos importantes pra ele; O quanto mais um ano de nossa vida lhe é precioso!
Hoje, finalmente, posso dizer que sinto-me sensibilizada e grata com tantas manifestações diárias de calor humano por parte dessas pessoas verdadeiras as quais prefiro qualificar como: AMIGOS REAIS.