segunda-feira, 30 de junho de 2008

MOMENTO DE REFLEXÃO:



A CARROÇA

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo! - Disse meu pai - É uma carroça vazia.

Perguntei ao meu pai:

- Como pode saber que a carroça está vazia se ainda não a vimos?

- Ora!... - respondeu meu pai - É muito fácil saber quando uma carroça está vazia
por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que ela faz.

Tornei-me adulto e, até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria, prepotência, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai que dizia:

"Quanto mais vazia a carroça mais barulho ela faz..."


PS:(Desconheço a autoria do texto acima. Caso alguém saiba, por favor, avise-me).

quarta-feira, 25 de junho de 2008

HOMENAGEM À PARIS



(Malu Monte)

Ruas longas e caminho a passos largos
A chuva que cai molha o meu rosto
Lava a minha alma

Não acredito que esteja a viver aquilo
Carros passam por mim e nem me dou conta
Gente a me olhar como se estranha eu fosse
Será?

Buzinas, sirenes, choro de criança ao longe
Ambulantes a dizer: Bonjour, Madame!
Não sei como explicar, mas gosto disso!
Gosto até do que não gostava antes...

Do frio que bate no meu rosto
De caminhar pelas ruas à toa
Arranjar tempo pra ouvir o músico de rua tocar
Observar pessoas que ficam deitadas na grama a relaxar
Mas que magia esta cidade emana sobre mim?

Relaxo e presto atenção em cada folha que cai
Naquele verde tão verde que não sei explicar
De como pode haver aquele azul no céu?
No pássaro que me saúda ao cantar na janela do meu quarto no hotel
Os raios do sol refletidos na água do chafariz

Oh! Como eu quero dividir a minha alegria com quem amo!...
Então como faço pra que não me entendam mal e não me vejam como esnobe?
Quero apenas compartilhar essa felicidade nobre
Ao mostrar como uma cidade pode a alma renovar.

JOGO DE SEDUÇÃO


(Malu Monte)

Ele chega de mansinho
Me faz um carinho e depois se vai
Não diz o porquê
Se afasta de mim
E não volta mais

Mas se alguém se aproxima
Quando menos espero
Ele volta sorrateiro
Mais do que ligeiro
Retoma o seu lugar

É como se pra ele
Eu seja um troféu na estante
Que ele gosta de contemplar

Ou quem sabe uma maçã
Fruto do pecado
Que ele morde pra sua marca deixar

Não sei se isso tudo é medo de perder
Ou é pra se auto-afirmar
Confesso que às vezes não sei como lidar
E me pergunto: -Por quê será?

Fico de mal comigo por não tomar uma decisão
É como se eu quase ganhasse a partida mas quando me dou conta
Ele a vence e ainda faz canastra real no meu coração.