sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

MENSAGEM DE ANO NOVO


Malu Monte


Eu poderia desejar um Feliz Ano Novo!...
Não, que eu não deseje isso a vocês...
Mas paremos pra refletir:
Todos os anos desejamos sempre que a "DONA" felicidade bata em nossa porta.
Mas e daí? Será que nos basta só o desejo?
Na verdade não é só pedir que o ano novo seja feliz que fará com que ele nos atenda.
Para que o próximo ano nos traga esse sentimento, temos que rever os nossos conceitos do que seja realmente essa tal felicidade.
E o que faremos se conseguirmos atingir todos os nossos objetivos?
Não vejo como isso fosse nos dar prazer pois se a graça da vida está justamente nesse enfrentamento diário; Na busca pela conquista de algo; A busca pelo novo!
Por encarar que a mola que dá o real sentido à vida seja de fato essa expectativa por realizações, resolvi fazer uma mensagem diferente:

"Quero desejar a cada um de vocês, os meus mais sinceros votos de que em 2011 suas conquistas estejam sempre acompanhadas de grandes novos sonhos!"

Sendo assim,peço que, à partir de hoje,repitam para vocês mesmos:

FELIZ SONHO NOVO!!!!

sábado, 25 de dezembro de 2010

PORQUE É NATAL!















Malu Monte


Por que todo dia não é Dia de Natal?
Por que ao olhar o menino que pede ajuda as pessoas não se comovem?
Por que não existe mais a palavra solidariedade no dicionário da maioria das pessoas?
Por que ninguém se comove ao ver aquele que dorme ao relento?
Por que não podemos pagar um lanche ao mendigo que está faminto sem que nos olhem com olhar crítico?
Muitas perguntas são feitas, mas as respostas estão longe de serem alcançadas. Sabem por quê?
Porque somos egoístas ao ponto de só nos preocuparmos com o nosso umbigo.
Porque há muito que as pessoas deixaram de se importar com o próximo.
Somos fruto de uma sociedade desigual em que muitos matam um leão a cada dia pra tentar sobreviver.
De uma sociedade sem lei, desumana, cruel, preconceituosa...
No entanto, ainda há tempo de revertermos este quadro;
Ainda há tempo de apararmos as arestas de certas discussões que não nos levarão a nada;
Ainda há tempo de nos doarmos, cada qual como puder;
Ainda há tempo para ofertarmos: o pão a quem tem fome, a água a quem tem sede,o sorriso roubado do rosto de uma criança, o aconchego ao que dorme a céu aberto, a aceitação ao que sofre com todo tipo de preconceito...

É...Ainda há tempo de tentarmos transformar cada dia de nossas vidas num dia de NATAL.

FELIZ NATAL PRA TODOS!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A MINHA MORADA


Malu Monte


Num cantinho dentro de mim construi uma morada.
Fixei alicerces para que nada abalasse essa construção.
Juntei: confiança, determinação,fidelidade,otimismo;
Ergui suas paredes com paz,amor,solidariedade e outros sentimentos mais...
A princípio o que era pra ser pequenino e sem pretensão foi se valorizando;
Não pelo seu tamanho,tão pouco por suas formas, mas pelo seu conteúdo.
Com o passar do tempo, lindas flores a quem chamo, amigos,foram surgindo ao meu redor;
Estes brotaram com sorriso estampado em seus rostos e sem nada pedir;
Tudo conspirando a meu favor, com clima de música no ar!...
Hoje, minha morada permanece ali intacta, presa a fortes raízes.
Ao longo da minha vida, esses ingredientes tem se solidificado cada vez mais;
A passagem do tempo só veio a contribuir em sua beleza;
O espírito do amor reside ali.
A felicidade está entranhada em toda a sua estrutura;
Amizade e amor habitam cada cômodo dessa morada.
Muito me orgulho dessa total parceria;
Sem contratos, sem imposições, sem compromissos...
Por conta disso,grata a tudo isso que Deus me deu,
Hoje bato no peito e digo:

A dona dessa morada, sou EU!


Que o espírito natalino toque o coração de vocês, pois o meu ele já começa a tocar!

FELIZ NATAL!

FELICIDADE (Haikai)


Malu Monte

A felicidade veio ao meu encontro
Rezo pra que ela nunca se vá
Posso estar enganada...
Acho que estou com sintomas de Feliz Idade!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SOBRE NÓS (Haikai)


Malu Monte

Quando o teu olhar em tiro certeiro
Captar a fagulha de um outro olhar
Uma sensação de calafrio envolver-te o corpo
E teu coração palpitar pela ânsia desse outro
Ah!... Tenha a grata certeza de que tudo está perdido!
Você acaba de ser picado pelo bichinho do amor!

RAIO X


Malu Monte

Perdida em mim
Encontro-me em você
Descubro meus defeitos
A olhos observadores
Como um Raio X do meu próprio pensamento

E se eu me enxergar
Pra me corrigir dessa dúvida
E ao detectar meus erros nos seus
Envergonhar-me de tê-los cometido
Ou de tê-los permitido virem à tona?...

Não sou perfeita, nem tu és
O pior é acharmos que somos
É criticar o erro alheio
Quando nem deveríamos
Pelo excesso de escrúpulos

Mas o que fazer diante de ti?
Se eu, escrava desse sentimento
Não almejo sequer candura em meus versos
Percebo surgir da dúvida
Algo que não sei definir ao certo...
Mas que quando vem,
Faz com que eu sinta o brotar da vida em mim!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

S.O.S. RIO (Rap do Cidadão)







Malu Monte

Não vejo mais o noticiário na tv
Bancos não são mais assaltados
O morro não é mais vasculhado
A PM não entra lá e, pra quê?
Blitz nem é preciso fazer
Os carros estão liberados nas estradas


REFRÃO
Mas, onde estou? Onde estou?
Na ilha da fantasia!
Será? Será?
É... Vc já comprou sua beca hoje?


Não me perguntam mais: De onde vim?
Pra onde vou? Quem sou?
Meus vizinhos me dão Bom Dia!
Pedem licença pra passar na condução
Me dão o lugar para sentar sem nenhuma condição


REFRÃO
Mas, onde estou? Onde estou?
Na Ilha da Fantasia!
Será? Será?
É... Vc já beijou seu filho hoje?


Falando em filho,
As maternidades estão cheias
O atendimento impecável
tem leito para todos, inacreditável !


REFRÃO
Mas, que lugar é esse, cidadão?
É a Ilha da Fantasia!
Será? Será?
Pra que plano de saúde? É de graça é só ir lá!


Tem escola para todos
Asfalto e condução
Não precisa se preocupar com a hora
O perigo não ronda lá fora!
Pra que preocupação?
Não ouço mais a bala pipocar
Carro blindado vai encalhar


REFRÃO
Mas, diga aí, cidadão: Onde estou? Onde Estou?
Na Ilha da Fantasia!
Será? Será?
O crime acabou e a bandidagem se aposentou!


Não se ouve as sirenes da polícia
Não se escuta o soar da ambulância
Mas quanta ignorância!...
Será que vc não percebeu?
Esse é o governo que vc elegeu!


REFRÃO
Mas, diga aí meu rapaz: Onde estou? Onde estou?
Na Ilha da Fantasia!
Será? Será?
É...E seu voto agora é importante, sabia?


E aí, quem é o cidadão de terno e gravata?
Que fala em acabar com o pedágio
Tá me achando com cara de otário!
Olha, ele tem uma criancinha no colo!
Aperta a mão do pobre!
Beija a mão da favelada!
E ainda diz: Eu preciso do teu voto!


REFRÃO
Mas, diga aí meu rapaz: Onde estou? Onde estou?
Na Ilha da Fantasia!
Será? Será?
Será? Será?


PS:Ao final toca o Hino da Cidade Maravilhosa.

O TEXTO ACIMA FOI FEITO EM 2003 MAS CONTINUA TÃO ATUAL QUE DIANTE DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS EU RESOLVI POSTÁ-LO NOVAMENTE.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O CHAMADO


Malu Monte

Não me peças pra ficar
Se nem cogitei sair
Marquei meu lugar
Como um arqueiro crava sua flecha
Sou pérola da ostra resgatada por você
Cometa caído na terra
Terremoto em seu coração
Gênio por você liberado da garrafa
Lágrima que sai da sua alegria
Vim até você sem precisar encomendas
Sou seu número,seu par
Um total descontrole diante de ti
Basta que me toques o botão
Mexo com o seu inconsciente
Faço com que sintas todas as sensações
Mas não ouses parar-me no tempo
Deixe-me ir se preciso for
Por certo voltarei
Sempre que sentir o seu chamado
A esse apelo não resistirei.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

É TEMPO


Malu Monte


Ah...Tempo... Tempo!...
Tempo de se dar um tempo pra si
E pras coisas que o outro quer
De se dar dois passos pra trás pra se prosseguir

Tempo de saber esperar
De por vezes aquietar-se
E ficar num cantinho a pensar
Pra que se ponha as ideias no lugar

Tempo de se firmar na vida
Erguer-se um patamar sem escorá-lo em alguém
Despedir-se de ranços passados
Renovar-se em tudo o que se tem

Tempo pra deixar a vida seguir seu curso
Sem que se tente consertar o que passou
Caminhar pela estrada da esperança
Sem desprezar cada obstáculo que se superou

E como tempo medido não vinga
Ao abaixares as velas dessa embarcação e refletir
Verás que apesar de o vento a impulsionar
Esse leme só você poderá conduzir.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

MEIO BOSSA NOVA, MEIO ROCK 'N' ROLL


Malu Monte

Às vezes me sinto BOSSA NOVA
Acorde das batidas do meu coração
Nem sinto o passar do tempo
Caminho a passos lentos
Por conta dessa mansidão

Às vezes me sinto ROCK 'N' ROLL
Um paradoxo por onde estiver
Elétrica, apaixonada, apaixonante, intensa...
Louca, corro contra o tempo que passa
Não posso perder um minuto sequer.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

COMA


Malu Monte


Caminho a largos passos
Na areia sugada pelo mar meus pés se afogam
Deixo rastros apagados pelas ondas
Enquanto ouço o barulho do silêncio
Em meu peito só lembranças são presentes
De repente uma música toca em minha mente
A mesma que há tempos ouvi
Em companhia de alguém especial
Assim, viajo em pensamentos
Tudo parece tão real
Que nem me dou conta de que as horas passam
E a lua se despede de mim
Enquanto sou saudada pelo astro rei
Que ilumina meus cabelos dourados
E acorda meus olhos
Fazendo-me despertar para o que aqui está
E de volta ao planeta vida
Meio que ainda enebriada pelos sonhos
Desperto aos poucos para esse instante
E me vejo preencher o espaço vazio
Como se acabasse de acordar de um coma
Do qual nunca tivera a intenção de voltar.

A MOÇA DA JANELA


Malu Monte


E da janela ela espia a paisagem
De braços apoiados ela vive a suspirar
Ele do outro lado da rua nem vê
Que é filmado em detalhes como os de uma tv HD
E em vestes de farda faz pose de guerreiro
Enquanto ao viajar em seus delírios
Ela se sente a própria mocinha
Do herói dos filmes de hollywood
Mas não leva muito tempo e chega uma talzinha
Que com atitude decidida
De mãos nas cadeiras posa de açucareiro e lhe dá decisão
E o mocinho diante de tal situação
Perde então a sua pose de macho
E cabisbaixo mal parece um cão vira latas
Lá se vai o tesão da nossa moça rio abaixo...
Só sei que diante de tamanha frustração
Nossa donzela fecha a janela e em profunda exclamação
Roga-lhe uma boa praga pela decepção
Então faz jura de esquecer o tal herói
E de outra vez se interessar por um vilão.
E pra você que pensa que a história acabou assim...
Ainda volto pra contar esse desfecho
Mas não se avexe não porque pelo que vejo
Isso não vai acabar tão cedo!...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ROMÂNTICOS (Crônica)




Se sou romântica?...
E por que não seria?!
Na verdade todo aquele que sonha já faz parte do "Clã dos Românticos"
Mas então, o que é ser romântico?
Na verdade não existe uma só definição para o ser romântico.
Podem existir várias características numa só pessoa para que ela seja considerada romântica ou apenas uma que já lhe dê o passaporte para ingressar nessa categoria.
O Romântico por exemplo, é aquele que consegue se colocar no lugar do outro e sentir a sua dor na mesma proporção;
Todo aquele que vive com o coração no comando da vida é um sujeito romântico.
Ser romântico é não se importar se se é visto como ridículo e, se amar, procurar demonstrar aquilo de forma visceral. Aliás, essa é a palavra chave do romântico:
"V I S C E R A L"!
Tudo o que um ser romântico mais quer no momento em que se descobre no amor é mostrar-se ao mundo. Ele busca isso através de gestos como: abraço, beijo, afago, um poema, um suspiro...
Ahhhhhh... Falando nisso... Você já percebeu como é o suspiro de uma pessoa romântica? Não é um suspiro qualquer! É algo que vem de dentro com tamanha intensidade que todos à sua volta se contagiam.
E o olhar do romântico, então?... rsrsrs...
Parece estar viajando por entre nuvens... E o seu brilho não tem igual! Atrairá qualquer olhar que com o dele se deparar!
Todo romântico é um viajante, sonhador de um sonho daqueles que se sonha acordado;
É misto de guerreiro e menino; Guerreiro, porque quando entra no jogo, tem coragem para apostar todas as suas fichas no amor; Menino, porque quando perde essa aposta chora e enxerga nessa dor a poesia.
Ser romântico é se perder na busca por se encontrar...
Ser romântico é vislumbrar no defeito alheio um paraíso em que se possa conjugar o verbo amar!

http://www.youtube.com/watch?v=qhSrmV-YDO8&feature=fvwrel

sábado, 11 de setembro de 2010

TALVEZ...


Malu Monte


TALVEZ um dia nos esbarremos em plena multidão
Por entre pessoas, carros e papéis picados ao chão

TALVEZ um vento que venha forte me traga você
Quem sabe o que no amanhã poderá viver?

TALVEZ num desses descaminhos reescrevamos mais um capítulo de nossa história
E achemos algo novo pra contar

TALVEZ as diferenças possam ter pesado contra
Será que era mesmo pra ser?...

TALVEZ as oposições nunca se aproximem
Mesmo com o mundo afirmando que elas se atraem.

TALVEZ o tempo seja mesmo o senhor da razão
Vamos dar-lhe o prazo que ele quiser

TALVEZ nossa história seja sustentada pelas reticências...
E isso contribua para que ainda não haja um final feliz.

Sinto que ainda nos esbarraremos em qualquer situação
Entre pessoas, carros ou
TALVEZ numa rua vazia de gente
Sem os tais papéis picados ao chão.

domingo, 5 de setembro de 2010

OS BELOS QUE ME PERDOEM MAS INTELIGÊNCIA É FUNDAMENTAL


Malu Monte

Olho pro mundo com olhos de lince
Conceito de belo vai além de um bela cara
Vejo fundo na alma do outro
E lamento quando me vêem pelo que me embala

Mas por que será?!
Se casca o tempo desgasta
Afinal não não sou lagarta
Borboleta tão pouco hei de virar.

Suplico que me vejam a alma
Que ouçam o meu coração falar
De nada adianta
Se deixam o desejo imperar

Apaixono-me pelas palavras
Por vezes desprezo o que é visual
Inteligência é afrodisíaco
E mexe com o meu emocional.

Se por vezes sinto-me tentada
Ah... Não é só pelo que vejo não!...
Quando ouço o sussurro de algumas palavras
Fico como um vulcão pronto a entrar em erupção!

Portanto, caros amigos,
Pra que beleza se o importante é o paladar
Afinal, não afirmem que algo é gostoso
Sem que antes o possam provar.

PEÇO LICENÇA A VINÍCIUS DE MORAES POR BRINCAR COM SUAS PALAVRAS.

sábado, 7 de agosto de 2010

CONVITE ESPECIAL A VOCÊ!


Querido amigo,

É com muita alegria que o convido a comparecer nos dois eventos descritos acima.
Tratam-se de duas festas visando uma mesma causa: Divulgar o PROJETO LITERÁRIO DELICATTA, para o qual fui convidada a integrar e aceitei com muita honra.
A antologia em questão é totalmente voltada à poesias, crônicas e contos e abre espaço para a participação de novos nomes da nossa Poesia Brasileira Contemporânea.
Sei que pra quem mora no Rio e em outras cidades ficará complicado comparecer, no entanto, no caso de ter amigos que morem em São Paulo que se interessem por literatura, peço o favor de divulgá-los.
Bjs e até lá!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

QUANDO FALA O CORAÇÃO


Malu Monte


Bate forte no peito a ânsia de falar
De um doce sonho, delírio ou ilusão
Frases sufocadas pelo som do silêncio
Que de repente sai de minha alma

Como explicar o que me faz sentir assim?
Talvez a sensação de uma falsa resposta
Não machuque tanto o peito
Nem faça o coração sangrar

Quando fala o coração
Dá pra ouvir o seu soluçar
E num rio de lágrimas não se pode conter
O sentimento da dor que ficou para trás

Saber verdades em forma de mentiras,
Provar o pior na busca por algo de bom
Falsas palavras numa boca maldita
No encontro da pedra nunca esculpida

Quando fala o coração
Dá pra sentir é só prestar atenção
E se os seus planos foram destruídos pela desilusão
Não lamente, não chore, prefira a solidão.

Faça um favor a você e a mim:
- Ouça o seu coração!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CONTA-ME



















Malu Monte

Conta-me...
Da dor que aflige o teu peito

E eu te contarei...
Do remédio que a curará

Conta-me...
Dos segredos guardados em ti desde criança

E eu te contarei...
Como saltar esse grito preso em tua garganta

Conta-me...
Do que não fizestes por medo

E eu te contarei...
Da coragem guardada em ti

Conta-me...
Dos teus anseios

E eu te abrirei todas as portas pra que possas entrar.

sábado, 10 de julho de 2010

TRÊS VIDAS, UM DESTINO (Conto)


Malu Monte

Após completar seus 16 anos Clarissa ganhou sua "carta de alforria". Enfim, agora poderia sair para curtir a vida com suas amigas e aproveitar ao máximo tudo o que a juventude lhe ofertava de melhor!
Combinou com Aline e Lúcia que iriam inaugurar a sua liberdade numa danceteria próxima de suas casas. Esse local costumava "bombar"* nos fins de semana, afinal, era o local preferido da galera.
Falou com seus pais que lhes deram permissão com algumas orientações para que tivesse cautela na noite e aqueles conselhos que todos estamos cansados de saber que sempre são valiosos, no entanto, pra quem tem essa idade nem sempre são absorvidos...rsrsrs
Ao entrar na danceteria, seus olhos brilhavam e ela olhava para todos os lados como se fascinada por aquele ambiente de luzes piscantes e barulho ensurdecedor mas que pra ela parecia o som das trombetas dos anjos lhes dando as boas vindas a um novo mundo.
Nada lhe escapava. Tudo era olhado e observado minuciosamente, inclusive as pessoas que por ali circulavam.
No entanto, pra uma novata, aquilo também era motivo de um certo temor diante de tudo o que seus pais sempre lhes disseram.
Então, por conta desses pensamentos, preferiu apenas manter-se na qualidade de boa expectadora.
Suas amigas, mais experientes por serem mais "velhas", estavam eufóricas e ansiosas em lhes mostrarem as várias novidades.
Ao passarem pelo salão onde ficava a pista de dança, Clarissa sentiu algo estranho...Uma sensação esquisita de que alguém a observava.
No entanto, olhava ao seu redor e não tinha certeza se de fato era observada ou se estava tímida por sentir-se um peixe fora dágua, sobretudo, por não ter o costume aquele tipo de ambiente.
Foi então que resolveu ir ao banheiro retocar a maquiagem. Ao sair, deparou-se com uma enorme varanda que não havia percebido.
Como fazia muito calor, resolveu avisar as amigas que iria tomar um pouco de ar puro. As meninas, no entanto, por estarem tão empolgadas com a música que tocava, nem ligaram muito e apenas com um gesto de balançar suas cabeças lhes deram o sinal de aprovação.
Ao chegar à varanda, Clarissa sentiu uma leve brisa balançar seus longos cabelos dourados e pos-se a contemplar as ondas do mar que batiam nas pedras da montanha e que lhe serviriam de cenário para o que estava por acontecer.
De repente, sentiu um quente toque de mão em seu ombro.
Quando voltou-se, deparou-se com um belo rapaz moreno, de fisionomia calma e um largo sorriso estampado no rosto que a fez estremecer.
Naquele instante, a jovem não sabia se a causa de seu tremor era de frio ou se provocada por uma atração física que lhe perturbara os sentidos.
Foi então que o belo jovem se antecipou:
- Olá! Estou observando você desde que chegou...Meu nome é Carlos Eduardo, mas pode me chamar de Dado - É como meus amigos costumam me chamar. E você? Como se chama?
- Ah!...Oi!...Eu me chamo Clarissa e... Me perdoe... Eu estava distraída e assustei-me com você! Rsrsrs
- Clarissa?! Que nome bonito! Isso me lembrou um livro do Érico Veríssimo. Foi por causa dele que seus pais lhe deram este nome?
- Não sei...Acho que deve ter sido sim. Meus pais sempre gostaram muito de ler...
Até este momento, eles ainda não haviam se olhado fundo pois Clarissa preferia fugir por timidez. No entanto, o rapaz não desgrudava um só segundo daqueles olhos castanhos e vivos e isso só a deixava cada vez mais sem jeito...
Foi então, que felizmente, pra quebrar aquela tensão, surgem Aline e Lúcia, que ofegantes e aos risos exclamaram em alto tom:
- Poxa que brisa boa essa que você veio pegar!... (E todos que ouviram riram...)
Clarissa logo apresentou suas amigas ao jovem que foi super simpático e o papo rolou animadamente entre eles por um longo período.
Num dado momento Aline quebrou a conversa ao fazer um comentário:
- Gente, a conversa está muito boa, mas temos que ir embora!Amanhã é dia de acordarmos cedo por conta da nossa aula, já esqueceram deste detalhe?!
- É mesmo!... Bem lembrado! Eu nem atentei pra isso!... Poxa que pena!...(Exclamou Clarissa).
As três jovens se despediram de Dado aos beijinhos e foram embora saltitantes, acompanhadas pelo olhar do rapaz que as focou enquanto se afastavam, até que sumiram pela porta da danceteria.
No dia seguinte, o assunto não poderia ser outro. Era Dado pra cá, Dado pra lá... E muitas gargalhadas e gozações.
Os dias se passaram e eles nunca mais se viram pois quando um voltava lá o outro nunca estava - Dessa forma, o destino se incumbiu de afastá-los.
Conforme o tempo seguia, Clarissa continuou a sair com suas grandes amigas. Numa dessas saídas descompromissadas a jovem conheceu um belo rapaz por quem se encantou. Seu nome, João Carlos, um paraquedista do exército, porte atlético - Um belíssimo exemplar masculino! Daqueles pra ninguém botar defeito!
E foi amor à primeira vista!
Clarissa em nada lembrava aquela jovem inocente. Seu semblante estava diferente; Não comia direito; quase não falava; Vivia em pensamentos; Circulava pelos cantos da casa a suspirar ou a cantarolar; Parecia flutuar por entre nuvens ou habitar um planeta distante anos luz.
Clarissa e João Carlos encontraram-se por algumas vezes e o rapaz, também apaixonado, resolveu frequentar sua casa e formalizar o namoro. A partir daí, a coisa foi ficando cada vez mais séria entre os dois.
J.C. sempre comentava sobre sua família. Seus pais eram separados e cada um morava num estado diferente. Por conta disso, tanto ele quanto sua irmã, foram criados pelos avós paternos. Seu irmão, no entanto, optou por viver com a tia (irmã de sua mãe).
Um dia Antonio Carlos resolveu que iria apresentá-la ao seu irmão e seus tios pois Clarissa ainda não tivera oportunidade de conhecê-los, embora soubesse de várias histórias que por ele eram contadas.
Ao chegarem na casa dos tios do rapaz qual não foi a decepção!... Seu irmão havia viajado pra casa da mãe que o convidara para passarem juntos um fim de semana em Ouro Preto-MG.
João Carlos lamentou não poder apresentá-la ao irmão caçula Dico - como carinhosamente todos da família o chamavam.
O tempo parecia correr e o casal cada vez mais apaixonado e sempre muito ocupado não pensava em mais nada. Apenas viviam o que a idade lhes permitia.
Cada momento era como se fosse o último de suas vidas tamanha a intensidade com que compartilhavam aquele sonho.
Pareciam estar definitivamente seguindo em direção ao casamento. Planos não lhes faltavam fazer... Até os nomes dos filhos já haviam escolhido!...
Tudo ia muito feliz... Até que um fato muito triste marcou para sempre a vida daquele jovem casal:
João Carlos havia chegado do quartel e já se preparava pra entrar no banho quando o telefone toca e ele, por estar sozinho, se enrolou na toalha e foi logo atender.
Do outro lado da linha, sua irmã, com a voz embargada, em meio a soluços, deu-lhe uma notícia que apunhalou seu coração: "O NOSSO DICO SE FOI! NOSSO MANO MORREU! FOI UM ACIDENTE DE CARRO HORRÍVEL QUANDO VOLTAVA DE MINAS! TODOS SOBREVIVERAM E SÓ ELE NÃO! "
O rapaz sentiu um tremor nas pernas e o coração acelerar.
Sentou-se no sofá, largou o telefone e em sua cabeça um filme passou... Lembrava do rosto do irmão, daquele sorriso, do seu ombro amigo que muitas vezes lhe servira de amparo, do incentivo que lhe dera quando fez prova pra oficial. Embora mais novo, Dico era muito maduro e sempre dava-lhe bons conselhos.
Ah!...Que momento triste! Ver alguém que se ama partir de forma tão prematura e brutal!...Até pra quem está de fora é muito complicado se consolar uma perda assim! Mais difícil ainda é se aceitar tal fato!
Ao perceber que a situação era real, que não era um sonho, João Carlos percebeu que precisava saber mais detalhes. Resolveu, então, trocar de roupa e ligar pra tia que lhe explicou justamente tudo como aconteceu. A mesma, também aproveitou o momento pra lhe dar todos os detalhes sobre onde seriam realizados o velório e o sepultamento.
Após tomar ciência dos fatos, o rapaz ligou pra Clarissa que imediatamente foi ao seu encontro e o conduziu ao local onde o corpo do irmão se encontrava.
Ao chegarem na capela, os familiares e amigos todos presentes - Ele era um rapaz muito querido! Muita gente ali pra dar o último adeus ao "Amado Dico"!
Clarissa, amparava o namorado que não se aguentava de pé, tamanha era a sua dor.
Passado um tempo, quando faltavam poucos segundos para fechar-se o caixão, a moça contendo as lágrimas resolveu se aproximar para também dar o seu último adeus aquele a quem ainda não havia sido apresentada e que, naquele instante, iria ver pela primeira e última vez.
Ao se aproximar do corpo para fazer sua oração de despedida a moça levou um choque!
Não podia ser verdade o que estava diante de seus olhos!... Como podia ser aquilo?! NÃO!... NÃO!... Como o destino poderia ter lhe pregado aquela peça justamente naquele momento?!... DEUS! OH DEUS!... Por que isso foi acontecer?!...
Clarissa sentiu um suor frio escorrer pelo seu rosto. Com a visão nublada, foi perdendo a noção e por fim desmaiou!
Ao acordar, após terem feito alguns procedimentos usuais nesses casos, Clarissa voltou-se ao namorado que ao olhá-la mostrou-se compreensivo por tudo o que se passava após ter sido avisado por suas amigas Aline e Lúcia que lá estavam pra prestar-lhe solidariedade e que, assim como Clarissa, também estavam chocadas!
O tempo passou, João Carlos e Clarissa se casaram.
Anos depois, a jovem mulher engravidou, dando à luz a um menino lindo a quem deu o nome "Eduardo".
Uma merecida homenagem aquele jovem e belo rapaz a quem tivera o prazer de conhecer no primeiro dia de uma fase importante de sua vida e de quem ela jamais esquecerá!

* Bombar = lotar, ficar cheio

NOTA: A história contada é real. Os nomes dos personagens foram por mim trocados como forma de preservar os seus direitos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A LONGA ESTRADA DA VIDA


Malu Monte

Se na longa estrada da vida cada passo foi contado em sorrisos, lágrimas, esperanças, desassossegos, realizações...
Então valeu a parceria firmada com o propósito de nunca acabar!
E até aquele incentivo da conquista alheia em que você se abastece do preço da perda de algo pelo ganho do outro...
Então valeu por incentivar!
E se nessa troca lá se foram primaveras que não sentimos passar ao
navegarmos em ondas turbulentas que por vezes nos sacudiram e nos impulsionaram a ousar...
Então valeu esse navegar!
Da soma das ideias de um e outro as conquistas foram atingidas ainda que dos sonhos muitas vezes nos forçaram acordar...
Então valeu pelo planejar!
E se por vezes almejamos uma tal calmaria com o propósito de relaxar do vaivém dessa batida desenfreada por sobreviver...
Então valeu a pena acalmar!
Naquela busca por um lugar ao sol os detalhes nos escaparam aos olhos e chegamos ao ponto de não perceber o que esperavam de nós...
Ainda assim valeu por buscar!
Mas cá pra nós...
Quem foi que disse que teremos que passar a limpo essas lições aprendidas?
Ao contrário, deixem que elas estejam lá e, assim, como num caderno de consultas, poderemos contabilizar nossos erros nessa busca incessante por tentar acertar!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

MICHAEL - UMA ESTRELA


Malu Monte


Tu és uma estrela!
E para sempre brilharás
Tu és uma estrela!
Que tentaram o brilho apagar
Tu és uma estrela!
E uma estrela, que a todo instante iremos contemplar.
Michael, nós nunca deixaremos de te amar!


Sugestão p/leitura: Crônica que fiz quando da morte do cantor: http://malumonte.blogspot.com/2009/07/michael-jackson-o-homem-x-o-artista.html

quinta-feira, 17 de junho de 2010

AH...QUEM ME DERA!...


Malu Monte


Quem me dera ter você aqui comigo
Poderias deitar no meu colo pra que eu o pudesse ninar
Cantaria ao seu ouvido a canção que você desejasse
Ou quem sabe, aquela que de mim você lembrasse

Ah quem me dera você e eu, nós dois aqui
Juntinhos por uma noite inteira
A quebrar todas as regras
Fecharíamos todas as cortinas

Jogaríamos todos os relógios fora
Pra nem vermos o tempo passar
Quem me dera não ter compromissos com hora
Poder estar inteira pra você

E se tivesse que brincar de amor
A gente brincaria
E se quiséssemos brincar de ser feliz
A gente brincaria

E se você quisesse ser o meu rei
Sua rainha eu seria
Prazeres a você daria
Sem de nada fazer economia

Pois bem sei os seus gostos
E você sabe dos meus
Com você eu faria tudo
E fartaria de beijos os lábios seus

Você me levaria no embalo da dança
E eu iria no seu compasso sem me atropelar
Mas só pediria não trocar meu nome na hora "H"
Nem penses em me chamar de Maria, Dora, Dinorah ou sei lá...

Caso isso acontecesse não terias como consertar
Porque aí todo o encanto se quebraria
E num rompante de mulher ferida a roupa eu poria
E quando você acordasse eu lá não mais estaria.

terça-feira, 8 de junho de 2010

FILHOS/ POEMAS


Malu Monte


Poemas são como filhos que pomos no mundo
Pois se filhos saem da dor do parir
Poemas bem assim são concebidos
Surgem pela dor que muitas vezes sentimos
E ao externá-los são como vidas que nascem
Não se sabe como serão vistos
Se serão admirados por sua beleza
Ou se criticados por sua ausência
Não se sabe se serão amados por todos
Ou se ignorados em um canto qualquer
Ah mas quem os pare com certeza o sabe bem
Como é de grande valor um comentário
Pra quem lhes deu a vida
Sempre significarão algo
Pois pra cada parto descrito
Tem-se uma razão para sê-lo
E cada ato de concepção
Faz-se de um abundante sentimento
Ainda que este fosse só um ato por zelo
Ele estivera ali presente
Seja em forma de paixão
De alegria
Dor
Amor
Solidão...
Filhos, meus filhos queridos!...
Que bem que vocês me dão!
Que alívio que eu sinto ao dar-lhes vida!
Vinde a mim, oh inspiração!


segunda-feira, 7 de junho de 2010

ANTÍTESES


Malu Monte


A mão que afaga é a que pune
A boca que beija é a mesma que pode ofender
Os braços que abraçam podem agredir
O corpo que dá prazer pode te contaminar
Coração que carrega alegria também pode carregar a dor

Sorriso franco pode ser falso
Gesto de simpatia pode ser hipocrisia
Sexo por sentimento pode ser só por tesão
A expressão de surpresa pode ser teatro
O beijo de amor pode ser de traição

Pessoas se amam
Se odeiam
Vivem
morrem
Constroem sonhos
E os descontroem
Pessoas se agridem
Se acariciam
Pessoas são pessoas
Umas são mais
Outras menos
Pessoas são eternas
Outras não
Pessoas são verdades
Outras ficam só na intenção
Mas pra mim, a essa altura, tanto faz
Pessoas são pessoas, nada mais!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

ENCONTROS E DESPEDIDAS

















Malu Monte

Sento-me à beira do cais
Ponho-me a observar a pessoa que fica
Vejo tristeza estampada em seu olhar
Lembranças levadas pelo vento
Momentos felizes que ficarão no pensamento.
No cais, o nativo mantém-se ali parado
A fitar aquele navio que vai sumindo aos poucos...
Navio este, que leva consigo um pedacinho de si
Que faz com que a paisagem que, até então, lhe era costumeira
Seja modificada por ver o seu amor partir.
Semblante distante num olhar perdido
Vagos pensamentos dos sonhos compartilhados
Horas atrás por eles ali vividos.
À pessoa que parte
Resta-lhe apenas o transcorrer da viagem
E o contemplar das ondas que batem na embarcação,
Sensação do sol queimando-lhe a pele,
A brisa a soprar-lhe o rosto,
O desmanchar de seus longos cabelos
A gelar-lhe o coração.
Fica, então, naquela que vai
A expectativa pelo ancorar de seu barco no porto de origem
A busca do reencontro com o passado
Outrora ali deixado e que antes lhe parecia tão esquecido...
Milhares de dúvidas pairam sobre sua cabeça
Será que aqueles dias voltarão?...
Dias em que outono se fez inverno,
Primavera se fez verão
Verão se fez amor
Ah! Isso tudo daria uma bela canção!...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

SABER VIVER - Crônica


Malu Monte

Estava conversando com uma amiga que se queixava de sua mãe.
Segundo ela, a mãe que sofre do "Mal de Alzheimer" e não a deixa viver como gostaria.
Hoje, às vésperas de completar os meus 51 anos de vida e já sem minha mãe ao meu lado, confesso ter ficado triste ao ouvir tal desabafo...
Coloquei-me no lugar dessa mãe e pensei: - Quem de nós pede pra ficar nesse estado na velhice?
Todas queremos gozar de uma velhice saudável, viajando pelos quatro cantos do mundo, bater pernas por aí e fazer tudo o que a maturidade e a disposição nos permitir. De preferência, ao lado do parceiro ou em companhia de amigos(as).
Mas infelizmente, existem situações como a dessa pobre senhora. Casos em que pessoas ao ficarem viúvas e ou atingirem a chamada terceira idade, voltaram-se aos cuidados dos filhos e, por conta disso, nem se permitiram mais à condição de mulher ou homem. Ou seja, deixaram o lado mãe ou pai suplantar qualquer desejo sexual ou vaidade que ainda lhes restasse...
E pra que valeu tudo isso? Só pra bater no peito e dizer que se está pondo em prática a meta do tal amor incondicional?!
Será que não está na hora de repensarmos nossos conceitos em detrimento de tudo o que nos foi ensinado?
Hoje, ao contrário do que era antes, os cuidados e a busca por ferramentas que nos proporcionem uma velhice saudável a fim de que o tempo não nos pregue essas e outras peças se fazem necessários. Sobretudo, por vivermos novos tempos em que os filhos estão independentes em busca de alçarem seus próprios vôos.
Então, é necessário pormos de uma vez por todas em nossas cabeças que, enquanto a vida nos permitir que caminhemos com os nossos próprios pés, precisaremos e devemos nos cuidar, acima de tudo, por amor a nós mesmos.
Portanto, caro leitor, faça um esforço positivo e siga as seguintes dicas:
1. Cuide-se,
2. Ame-se,
3. Pratique atividades físicas,
4. Busque exercitar o cérebro,
5. Faça periodicamente um acompanhamento médico – seguro morreu de velho...rsrs
6. Pare de se colocar na posição de vítima e esperar do outro aquilo que talvez ele nunca lhe dê.

É ...Hoje a minha ficha caiu de vez!

Homenagem especial à Maria Luiza (Vó Zuzita), poetiza da qual sou fã - Um exemplo de vida e lucidez a ser seguido.

Visitem seu blog: http:mariazuzita.blogspot.com

quinta-feira, 20 de maio de 2010

COISA SIMPLES



















Malu Monte

Coisa simples é correr de pés descalços
É subir num pé de árvore pra pegar fruta madura
Tomar banho de chuva sem se importar se vai ficar com o cabelo lambido
Chupar sorvete, se lambuzar inteiro mas não deixar de aproveitar até o último pedacinho da casquinha
Coisa simples é contar estrelas deitado na grama molhada em noite de lua cheia
É se banhar no mar pelado sem se importar se tem alguém a espiar
Comer um prato de arroz com feijão e ovo frito como se fosse caviar
Saborear uma barra de chocolate e lamber os dedos quando ela acabar
Pular num show de rock e suar como se um banho tivesse acabado de tomar
Coisa simples é escrever uma declaração de amor na areia da praia
É fazer amor com quem se ama como se fosse a primeira vez
Abrir o vidro do carro em movimento e se deixar descabelar
Ter um acesso de riso daquilo que todos não acham a menor graça
Abraçar o outro e sentir a energia de uma verdadeira amizade
Coisa simples é chorar vendo a cena triste na novela da tv.
Olhar nos olhos do seu cão e captar o quanto de fidelidade ele dedica a você
É sentir a poesia invadir de mansinho o peito quando não se tem nada a fazer

Afinal, tem coisa mais simples que viver?!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

TEU ERRO



Malu Monte

Errada estás! Estás errada sim!
Não tens que cobrar o que não vendeu
Pedir se nem ao menos ofertou
Já pensaste que se não foi é pq não era pra ser?
Deixa pra lá o erro já aconteceu
Promessas tu fez e não as cumpriu
Aquilo que veio e com o vento se perdeu é porque não era teu
E se tiver que ser voltará na hora certa
Como um jardim cuidado à espera da borboleta que um dia ali pousou e não mais voltou...
Não deixe que a palavra "NUNCA" habite o teu dicionário
Pense que o "TALVEZ" fora inventado com um propósito
E que ele se encaixa perfeitamente no teu caso
Não diga adeus a quem tu um dia poderás dizer novamente: OLÁ!
Vamos, aproveite essa data especial e faça um pedido às estrelas
Suba no topo da montanha dos teus sonhos e grite aos quatro ventos
aquele desejo mais profundo.
Mas lembre-se não o conte a ninguém!...
Guarde-o numa caixinha mágica chamada coração!

domingo, 16 de maio de 2010

QUEM É VOCÊ?


(Malu Monte)

Quem é você que entrou e sem pedir licença invadiu meu coração?
Você que não pagou sequer o pedágio exigido
Despertando em mim os instintos mais sem sentido
saciando a sede da minha paixão.

Quem é você que meus desejos vem despertar
Que aguça a minha libido
E sem que eu tenha concedido
Meus segredos vem descortinar.

Diga, quem é você criatura pagã?
Ora veja, não pagou sequer o pedágio exigido
E ainda que eu não tenha o acesso lhe permitido
Entrou, assinou o ponto e se foi pela manhã.

Quem é você que chegou de mansinho e tomou conta de tudo assim?
Quem dera eu soubesse a resposta pois não estaria a lhe questionar.
Pelo menos deixe uma pista pra mim!...

terça-feira, 11 de maio de 2010

QUANDO A SAUDADE APERTAR


(Malu Monte)

Se um dia sentires saudades de mim...
Procure-me no reluzir da estrela mais brilhante
No clarão da lua
Na força das ondas do mar
Na beleza da rosa vermelha
Na inocência do sorriso de uma criança
No canto dos pássaros
Na liberdade do vôo da águia
Na claridade de cada amanhecer
Nas gotas do orvalho que cai
E se, ainda assim, você não conseguir saciar esta saudade
Siga na direção do vento e me encontrarás no final do arco-íris
E eu te direi: Vinde a mim, eu estava mesmo a te esperar!...

domingo, 9 de maio de 2010

AS QUATRO ESTAÇÕES (Haikai)


Malu Monte

Do Verão quero ter a luz do sol;
Do outono quero ter a imponência do vento que derruba as folhas;
Do inverno quero ter o aconchego que o frio traz;
Da primavera?...Ah!...Dela eu quero ter a beleza das flores que colorem os campos e nos transmitem paz!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

MÃE (Haikai)



Primeiro o susto,
A emoção,
O medo,
Depois o momento pleno.
Eis o milagre da vida!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

JUVENTUDE (Frase)


Malu Monte

"A Juventude não é uma contagem do tempo de vida; a juventude é um estado de espírito."

LUA NUA


Malu Monte

Nua no meio da rua
Sem pudores te espero
Observada por estrelas que brilham
No negro céu da noite
Focada pelo clarão da lua
Sinto-me num palco de ilusões
Como atriz principal
A declarar o meu amor
Nos versos que fiz
Diante da platéia imaginária
Aqui, agora, nua, no meio da rua,
Sob aquela mesma lua
Que outrora nos servira de cenário
Viajo na companhia de cometas
Sonhadora a esperar por ti.

terça-feira, 4 de maio de 2010

POR QUE AS PESSOAS GRITAM QUANDO ESTÃO ABORRECIDAS? (Crônica)



Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus
discípulos: "Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"

"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.

"Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?",
questionou novamente o pensador.

"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça",
retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

"Então, não é possível falar-lhe em voz baixa?" Várias outras
respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então, ele esclareceu:

"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está
aborrecido?"

O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se
afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para
poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem,
mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande
distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente. E, por quê? Porque seus corações
estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes, estão
tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E,
quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas
se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece
quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem,
não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que
a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".


NOTA: Se alguém souber a autoria, por favor, me comunique para eu dar o crédito a quem é de direito.

domingo, 2 de maio de 2010

AMA-ME (Frase)


Malu Monte

"Ama-me pelo que sou e não pelo que aparento ser."

segunda-feira, 26 de abril de 2010

EU TIVE UM SONHO


Malu Monte

Noite dessas eu tive um sonho
Sonhei que levitava por entre nuvens
E elas formavam pessoas a me saudar.
Até vi rostos que marcaram minha vida
Minha amada mãe estava lá.
Revi amigos que já se foram,
Outros que ainda estão por aqui
Ídolos que partiram faz tempo...
Outros nem tanto tempo faz...
Amores que se foram ao longo da minha história
Era como se através de sorrisos
Dissessem-me algo que eu não sei decifrar
Mas sinto não ser nada ruim, ao contrário,
Pelas fisionomias assim eu pressentia
E eu até que me ria sem nada dizer
E daquele episódio que de certa forma me elevou o astral
eu tive que acordar
Confesso ter tido vontade de voltar a dormir
Terá sido apenas só mais um daqueles sonhos gostosos de se sonhar?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O HOMEM DO TERNO AMARELO


Malu Monte


Mas que figura estranha
Que passeia pela avenida Graça Aranha
Todos os olhares pra ele se voltam
E o tal nem se dá conta de sua façanha

Mas que sujeito danado de bizarro
Faz de tudo pra se deixar notar
Pelas suas experiências vividas
Tira da cicatriz deixada por suas feridas
O prazer de ter o que depois contar

Criatura que de bom gosto nem tem o quê
Mistura aqui e ali tudo sem noção
Mas só pra chamar a atenção
Usa e abusa sem de moda nada entender

E esse terno amarelo, então...
O que é aquilo, me diga cidadão?!
Só falta colocar uma jaca no pescoço
Porque de longe já se avista o moço
Que mais parece um letreiro de cerca de alta tensão

E o sujeito que de pacato nada tem
Ainda pisca seus olhos vesgos e sem ter um vintém
Investe nas moças e tenta seduzir a mais casta
Sem óbvio enxergar aquilo que lhe falta
Só achando que se basta!...

A vontade que tenho é dizer a esse senhor
Que faça um favor pra si e pros outros
Tinja o tal terno amarelo de outra cor
Pois esse tom de ouro está um horror
Mais parece um E.T. saído de um disco voador.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

FLORES


Malu Monte

Tenho flores para te dar
Cada qual com o seu perfume
São elas: Rosas, lírios, bromélias
Todas representam o meu querer

Tenho flores para te dar
Não importa se jamais as dei
Agora sinto essa vontade e vou fazê-lo
Um ato verdadeiro e isso é o que eu sei

Tenho flores para te dar
Percorri quase mil léguas pra chegar até você
Preciso te provar o quanto és importante
Através delas traduzirei num só gesto o que és para mim

Tenho flores para te dar
Ignoro o valor que isso me custou
Cada qual representa um segundo do meu orgulho
Mas faz-me lembrar o que dia após dia descubro em ti

Tenho flores para te dar
Não ligue se por acaso eu chorar
Sou romântica e nutro-me disso pra viver
Sinto nas batidas do meu coração o sentimento falar

Tenho flores para te dar
Hoje sou pétala da rosa que você retirou os espinhos
Sou como a força da preamar
Feliz por estar viva e cheia de amor a declarar

Tenho flores para te dar
Mas se não as quiser, paciência, eu entenderei
Seguirei o meu caminho em paz
E, quem sabe, noutro jardim plantarei
As tais sementes das flores que tu não quiseste aceitar.

domingo, 21 de março de 2010

ÉS LUZ


Malu Monte

Quem disse que eu não estava lá quando tu precisavas?
Como posso, se desde quando o primeiro acorde entoas
O meu coração já dispara só de pensar
Nas canções que tocas e a mim dedicas.
Quem seria eu, uma soberba ou vulgar
Se não te desse o valor que mereces
Diante de tudo o que a mim veneras
Quisera eu poder te dar tudo o que te completa
Tu dizes que em todos os sentidos eu te satisfaço
E eu me realizo, plena, na minha condição de fêmea
Vaidosa sinto-me amada, desejada...
Não sei do que mais precisar se tudo tenho
Ao teu lado me sinto "Deusa"
Tens o poder de me fazer ascender
Em tua companhia dou passos largos
Pura sintonia entre amor e prazer
Componho poemas, músicas, sonetos...
Rio até daquilo que não tem graça
Tu revertes em bom qualquer desgraça
Fazes com que eu cante canções sem desafinar
Por ti desprendo-me de qualquer sofrimento, dor...
Corro em busca dos sonhos outrora perdidos
Busco a chama da paixão na plenitude do amor.

quinta-feira, 18 de março de 2010

AQUILO QUE SE CHAMA AMOR


Malu Monte

Sentimento assim desmedido
Ferida que não quer curar
Aquilo que se quer sem perder
Preciosos são seus valores
Incansáveis suas sensações
Na busca total por não ter.

Amores que vem, amores que vão
Difícil tentar não perdê-lo
Mesmo que se tenha zelo
Mas que quando acaba não tem jeito não

Inesquecíveis momentos vividos
Que mexem com os cinco sentidos
Na troca de carícias ofegantes
Do desejo que move os amantes
Por fazer o tempo parar.

E nesse exato momento
Com passagem pro firmamento
Paisagens nem são necessárias
E se ali existe um leito
Repousa teu corpo em meu peito
Faça teu rio desaguar no meu mar.

E que a mim Deus permita provar
Desse cálice de poder que embriaga os fracos
Mas que até pra se ser tolo,
Tem que ter tudo a ver
Pois se quem pensa ser tão esperto
Numa flechada em sentido direto
Das mãos do cupido se faz renascer.

E esse tal sentimento aflorado
Se entregue nas mãos do ser excitado
O faz deleitar-se de tanto prazer
E mata a tua sede ao beber do néctar
Que brota das fontes pelas quais se banham
Os tolos, os loucos, os poetas, este autor
Os façam ao menos num dia uma noite viver...
“Aquilo que se chama amor”.

quarta-feira, 17 de março de 2010

MORRER DE AMOR (Frase)


Malu Monte

"Não morra de amor; Viva por ele!"

terça-feira, 16 de março de 2010

DOR DO AMOR (Frase)



Malu Monte

"Feliz de quem se doou e sofre por amor, pois mesmo esse sentimento sendo oriundo da chama da dor está vivo em quem o tem."

O MEU SORRISO


Malu Monte

Esqueça o meu sorriso
Ele não é mais seu
Por tempos tentei te mostrar
O quanto me fazias bem
Agora esqueça o meu sorriso
Hoje estou nos braços de outro
E sei o que é ser feliz
Nada guardo de ti a não ser a lembrança
Daquilo que tentei te mostrar
E você não quis.

Esqueça o meu sorriso
Ele agora é só meu
Não vou doá-lo de novo
Agora só a mim ele pertence
Aprendi a ser eu mesma
Sem a alguém me prender
Quantos amores eu tiver
Vou ser feliz e viver
Com o sorriso que só a mim pertence
Amadureço apesar desse meu jeito non-sense

quinta-feira, 11 de março de 2010

CAIXINHA DE SURPRESAS (Crônica)


Malu Monte

Pessoas são caixinhas de surpresas!
Existem aquelas que você não sabe a que vieram, por que vieram e pra que vieram;
Existem as que chegam como um furacão, invadem corações e desaparecem como nuvem de fumaça;
Existem as que surgem de mansinho de forma discreta vão se aproximando e, quando você se dá conta, já está totalmente seduzido por ela;
Existem as que se destacam por suas habilidades em manipular a todos com suas fortes opiniões e num belo dia você descobre que tudo o que ela pregava não tinha nada a ver com o que ela fazia;
Existem aquelas que aparecem com um buquê de rosas. Ah!... Essas são realmente encantadoras, no entanto, você percebe que rosas murcham e elas também.
Existem aquelas que te sugam a alma e você se sente fraco e sem forças pra caminhar em frente;
Existem as que te dão amor dizendo ser incondicional e num belo dia te apresentam a conta e é aí que você verifica o prejuízo que ela te causou;
Existem as que te cercam de atenção e carinho e de repente, quando você precisa, elas não estão mais ali.
Existem as que te afagam com suas mãos macias e num belo dia te dão um tapa com as mesmas mãos, mas já sem a textura de antes.
Existem as que num dia dizem não saber viver sem você e na noite se vão sem uma real explicação.
Mas não podemos esquecer de que também existem pessoas especiais que estão sempre ao nosso lado, seja na dor ou na alegria; Pessoas que valorizam qualquer minutinho com vc e que por te amar tanto vibram com as suas conquistas como se fossem delas também.

Pessoas são como um Kinder Ovo com uma surpresa desagradável ou não!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

NÃO CHAME BABY (Letra de Música)


Malu Monte


Olha pra mim
Tudo se modificou sem eu perceber
Não vou tornar a repetir o erro
De insistir em te querer

Não chame baby!
Você não faz mais parte dos meus versos
Outros temas surgirão
E o que fica é só lembrança e certeza
De que o que houve não foi em vão

Olha, o que começa tem um fim
Nunca é tarde
Nem precisa se esconder
Você não tem o que temer

Não chame baby!
Já cresci e aprendi as lições
Que você me deu
Eu te dei muitas opções
Até carinho e amor enquanto mereceu

Sei que o tempo fará tudo passar
Feridas hão de cicatrizar
Palavras se foram com o vento
De tudo você se esqueceu

De uma coisa estou ciente
Nessa vida, só se perde o que nos pertenceu.
Faça um favor pra mim:
Não me chame de baby!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

AMAR, MAR, AMOR


Malu Monte

Amar o mar
No mar te amar
Sentir o sabor do sal no amor
O entrelaçar de línguas no beijo salgado
O calor do abraço apertado
Na dança das ondas do mar
Dois corpos molhados
Se amando e amando...
Apenas o desejo de que aquela soma nunca acabe
Amar + mar = amor

BORDADOS DA VIDA





Malu Monte




Seus versos parecem feitos pra mim


As palavras compõem um ritual que já vivi


Estradas pelas quais já passei


Curvas que já dobrei


Páginas da vida que resolvi virar


Novos rostos busquei


Os velhos eu dispensei


Puxei o retrós e segui em frente sem me sentir presa


Bordei novos rumos, flores, campos, paisagens


Alinhavei novos caminhos


Arrematei a minha história


Despi-me dos preconceitos e me vesti de vida!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

SEMPRE NO MEU CORAÇÃO! (Crônica)



Malu Monte

Sempre me pergunto o que ficará para sempre?
Penso que tudo aquilo que marcou positivamente ou até mesmo os dissabores ficarão eternamente dentro de nós - Bom, mas este último não é a questão aqui relevante...

Levei meses planejando uma viagem com o meu marido e ele sempre percebia em mim um certo ar que pra ele soava como descaso, no entanto, o que mal sabia era que as preocupações por mim carregadas estavam atreladas a não ter o completo domínio do idioma de alguns países para os quais íamos; Como seríamos recebidos por pessoas estranhas e com costumes e visões diferentes das nossas? Tudo me afligia naquele momento e eu não sabia explicar.

Finalmente, em maio de 2008, chegou a hora da viagem e lá fomos nós. Ele super empolgado e eu quieta e com o coração apertadinho dentro do peito - Isso eu guardava só pra mim.rsrs

Após 12(doze) horas de vôo e sem pregar os olhos, enfim, pisamos em Paris. Eu olhei aquilo tudo e me senti como uma criança no primeiro dia de aula - É isso mesmo! Tudo diferente mas ao mesmo tempo tão fascinante!... Parecia que eu já estivera ali naquele lugar!... Olhava ao meu redor e achava tudo tão lindo mas com medo de tocar. Igual a quando te apresentam a um prato novo e vc acha a aparência bonita mas teme em experimentar.
Aos poucos o medo foi passando e eu fui me sentindo invadida por um sentimento de curiosidade e pus a me soltar pra ver o que seria tudo aquilo...

Nossa!...À medida em que andávamos e descobríamos coisas novas a nossa vibração aumentava - Paris, que coisa mais linda!...Uma paixão desabrochou e eu não conseguia me conter. Oh! Je t'aime Paris!

Nem o frio me espantava, nem a chuva me fazia abrir o guarda chuva. Naquele momento eu só queria sentir cada gota de chuva no meu rosto. Ao contrário do que normalmente acontece comigo, o frio me deixava disposta e eu andava e andava por aquelas ruas sem me dar conta de que minhas pernas não mais respondiam por mim e que meus pés inchados clamavam por descanso - Na verdade, eu não percebia sequer o socorro que eles me pediam.

De repente, avistamos a Torre Eiffel e eu fiquei estática e maravilhada com o que via bem ali diante dos meus olhos. Pensara que fosse só um amontoado de ferros e pronto, mas na verdade era muito mais que isso - uma verdadeira obra de arte traçada pelas mãos de Gustavo Eiffel. Um monumento gigantesco que de todos os pontos da cidade é avistado e dado o requinte de sua construção foge a qualquer explicação que eu possa dar.

Embora estivéssemos dispostos, já começávamos a dar sinais de cansaço e resolvemos sentar em algum restaurante para que almoçássemos e descansássemos. Afinal, acho que caminhamos a Champs Elysées de ponta à ponta sem que nos déssemos conta disso.

Ao longo de nossa viagem por Paris, conhecemos os principais pontos turísticos: Fomos ao "Arco do Triunfo" - monumento belíssimo e preservado com zelo; Tiramos muitas fotos; algumas diante de casas famosas de espetáculos musicais como o "Lido"; Fizemos algumas compras na Sephora - loja de cosméticos bastante conhecida dos europeus. Haja pernas!...Rsrs...
Estivemos no "Sacre Coeur de Marie" e em "Montmatre"- Bairro que considero um dos mais lindos da cidade - Berço dos artistas de rua - Pintores expõem suas obras, músicos entoam canções autorais e outras já conhecidas; Bonjour Madame!... Bonjour Monsieur!... Sempre a nos saudar.

Nos restaurantes onde entrávamos, os garçons ao verem a bandeirinha do Brasil estampada na minha mochila entoavam Aquarela do Brasil e simpaticamente nos davam um belo sorriso, gritando: Brasil! Ronaldo!;

Visitamos, também, a Catedral de Notre Dame e ficamos maravilhados com a beleza de sua arquitetura.
Pegamos um trem e fomos até o belo "Palácio de Versailles"; Estendemos o passeio ao Museu do Louvre e percebemos que teríamos que voltar no dia seguinte pois, pelo seu tamanho, não conseguiríamos conhecê-lo num só dia.

O passeio sempre se estendia à compras e, é claro que como toda mulher, não teve loja que eu não tenha entrado; Não escaparam nem os brechós - que, por serem muito interessantes, contribuíram pra que na volta eu tivesse que pagar pelo excesso de bagagem . Rsrs...
Os dias se passavam, fizemos outros passeios e o metrô era o nosso meio de transporte favorito e, por ser muito bem sinalizado, nos dava a garantia de que não nos perderíamos - Realmente um sistema de informação super inteligente que o Brasil deveria adotar.

Também fizemos o passeio romântico, navegando de barco pelo rio Sena, onde pudemos contemplar calmamente os pontos turísticos pelos quais havíamos passado e ao mesmo tempo atentar para o comportamento elegante e tranquilo dos parisienses - Acomodados em bancos de praças a lerem seus livros ou apreciando as embarcações... Tudo isso, embalado por uma trilha sonora tocada por artistas de rua que mais pareciam personagens de um filme... Ou seriam de um sonho?!...

Ao anoitecer, não contentes por ver a torre somente durante o dia, voltamos para apreciá-la e qual não foi a nossa surpresa ao percebermos que a cidade só escurecia nessa época do ano - após as 21:45h.
Só sei que a disposição era tanta que nos pusemos de plantão a contemplar aquele céu de um tom de azul que não tem igual enquanto aos poucos ele escurecia. Algo fascinante! Já de posse dos ingressos, ficamos passeando embaixo pelos belos jardins do parque ao seu redor - Tudo muito bem cuidado - Fato que nos surpreendeu bastante foi não termos visto uma ponta de cigarros ao chão. Realmente foi de tirar o chapéu! Então, eis que escureceu totalmente e a torre foi se acendendo aos poucos e todos começaram a gritar numa euforia, um êxtase total! Fiquei emocionada por aquilo me lembrar Copacabana quando da queima de fogos do Reveillon.
Decidimos subir a torre e lá fomos nós para a fila que já estava formada. Ansiosos esperávamos adentrar o elevador. Conforme ele subia podíamos contemplar um espetáculo de tamanha beleza; uma paisagem fantástica de uma Paris que não tínhamos sequer noção. Com a cidade toda iluminada, as luzes douradas da torre pareciam refletir por sobre ela - Que coisa mais fantástica é Paris à noite!...

Eu chorava e ria, pois ali, naquele momento, finalmente eu realizara um sonho de menina:
Conhecer a "Cidade luz".

Paris, eu jamais hei de te esquecer!