quinta-feira, 27 de agosto de 2009

SOLIDÃO A DOIS (Crônica)



Malu Monte


Triste quando se tem alguém que não se pode chamar de par
Este momento é aquele em que nos deparamos com a tal "solidão a dois". Nesse instante você se dá conta de que embora tenha companhia ela é só um número.
Ambos não falam mais a mesma língua - Usam dialetos diferentes.
Antes gostavam das mesmas coisas ou quase todas e, no entanto, hoje isso não acontece mais.
E que, ao tentarem se aproximar, mais parecem cargas iguais pois se repelem imediatamente. Percebe que não tem mais a química de antes. Seus corpos não mais se atraem e, como numa canção de roda, você percebe que o que era doce acabou!...
É...Solidão a dois é isso!... É se ter sem saber o que fazer; Companhia que não tem um porquê; Estar ali e não sentir pra quê. Estar junto fisicamente mas com a mente à viajar por entre mil constelações onde o outro nunca o alcançará.
Quantos de nós não já se sentiu assim?...
Sentir viver num planeta anos luz distante?! Com sorriso amarelo, estampado na face pela lembrança de momentos em que foram felizes?... Se pegar a sonhar de olhos abertos ao ponto de levitar enquanto o outro está ali ao seu lado com pose de fotografia bancando figuração de amante?
Você já se deu conta de que existem certos casais que tentam passar uma imagem irreal e ilusória de romance perfeito?
Na verdade são pares que não mais combinam; coadjuvantes de uma história cujo protagonista não há.
Então, por que não dar-se uma chance ao amor?!

3 comentários:

Vinícius Monte Custódio disse...

Adorei a metáfora. Lembrei da música "Eu Queria Ter Uma Bomba" do Barão Vermelho.

"Solidão a dois de dia, faz calor depois faz frio. Você diz: já foi! Eu concordo contigo."

SARASWATTI disse...

De dia, sozinho na multidão, de noite, em família.
É triste, mas acontece.
Beijos da BEN.

Junior Dj disse...

Dei uma olhgadinha e gostei, visitarei mais vezes