Malu Monte
Aos poucos descubro
No brotar da mente humana
Daquilo que por vezes proclamas
Com elogios ou galanteios viris
A vida nos prega peças
Dessas tomo ciência
Do que da idade extraio
Em doses homeopáticas de sapiência
Não me atrevo a dizer-te agora
Nem me importo o que pareça depois
Se tola, fraca ou sei lá o quê...
Deixo por conta de que um mais é igual a dois
Mas quem sabe nas voltas que a vida der
Ficará simples se ver
Que aquilo que hoje te parece certo
Foi mero erro que acabaste de cometer
E como perdão foi feito para gente pedir
E como não existe quem nunca errou...
Não será vergonha teres que admitir
Tal qual um ateu arrependido do que pecou
Mas, então, porque batizar assim este poema?
Por certo vale a pena prestares atenção
Tudo aquilo que se diz com o coração
Está registrado nas entrelinhas da sublimada canção.